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Para projetar uma aeronave mais-leve-que-o-ar, após estudar as estruturas não-rígidas (como Santos Dumont) e rígidas (como dos dirigíveis do Conde Zepelin), optou pela adoção da estrutura semi-rígida, com armação leve de treliça. Augusto
Severo planejava dirigíveis para voar em níveis superiores
aos possíveis aos aparelhos de estruturas rígidas ou não-rígidas.
Outra
idéia que teve inicialmente foi colocar a hélice não
na barquinha como era usual, mas na extremidade do eixo longitudinal do
próprio invólucro. Em 1892, conseguiu auxílio do Marechal Floriano Peixoto, então presidente da República, e, à semelhança de Santos Dumont, seguiu para Paris, a meca da aeronáutica da época. Seu primeiro aparelho mais-leve-que-o-ar foi batizado como Bartolomeu de Gusmão e, transportado para o Brasil, foi montado em um hangar construído pelo Ministério da Guerra no Campo de Tiro do Realengo (Rio de Janeiro), onde foram realizadas experiências com a aeronave. Esse primeiro dirigível tinha muitas imperfeições e, a partir disso, começou a ser projeto outro, o PAX. Apesar dos aperfeiçoamentos, este novo aparelho também tinha problemas, o principal deles era a pequena distância entre as células de hidrogênio e os motores na barquinha: menos de dois metros.
Augusto Severo decolou com seu mecânico, Saché. A dirigibilidade mostrava-se perfeita. Mas, a 400 metros de altura, ocorreu a explosão do PAX e sua queda sobre a avenida do Meine. Diante da tragédia que vitimou o inventor e seu mecânico, Augusto Severo foi considerado mártir da Aeronáutica brasileira.
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