Francês de nascimento, Demetre era filho do industrial Evaristhe Sensaud de Lavaud, que se mudou para São Paulo em 1903, fixando-se na cidade de Osasco.

Espírito pesquisador, fascinado pela solução dos problemas mecânicos, Demetre decidiu construir seu avião em 1908. Para exexutar esse projeto, contratou os serviços do mecânico brasileiro Lourenço Pellegati, que trabalhou com ele até o vôo memorável de 1910. Depois de concretizar seu sonho, Demetre vendeu o avião "S. Paulo" a um desconhecido que se acidentou e morreu com ele.

Mas não foi apenas o avião "S. Paulo" que Demetre Sensaud de Lavaud construiu. Da mãe, Alexandrine Bognadoff, ele herdou o gosto pelos estudos. Aprendeu três idiomas e estudou nos melhores colégios da França, Grécia, Espanha e Turquia. Jogava xadrez, praticava esgrima e equitação.

Em 1912, já casado e com filhos, descobriu um novo processo para fabricar, por centrifugação, tubos metálicos sem costura, método esse patenteado no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá. Essa patente, uma das 1.200 invenções registradas por Demetre Sensaud de Lavaud, assegurou-lhe dinheiro suficiente para continuar seus estudos e pesquisas. Em 1927 projetou, construiu e patenteou em Paris um automóvel com sistema automático de transmissão. Dois anos depois desenvolveu e patenteou, também na França, um sistema especial para mudar em vôo o "passo" das hélices dos aviões. Esse equipamento foi mais tarde aperfeiçoado por seu filho, o brasileiro Robert de Lavaud, que morava em São Paulo.

A última invenção patenteada por Demetre foi um novo tipo de embreagem elétrica (eletric drive), em 1946. Morreu em Paris, de enfarte, em abril de 1948. Sua casa foi transformada no Museu Histórico da cidade paulista de Osasco.


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